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Anita Kaufmann – Bailarina – Escultura em Bronze – 25 X 13 cm

O preço original era: R$2.600,00.O preço atual é: R$2.500,00.

Artista: Anita Kaufmann

Título: Bailarina

Técnica: Escultura em Bronze

Dimensões: 25 X 13 cm

Descrição

Artista: Anita Kaufmann

Título: Bailarina

Técnica: Escultura em Bronze

Dimensões: 25 X 13 cm

 

Anita Kaufmann

Biografia:

Anita Beatriz Heilberg Kaufmann (São Paulo, 12 de março de 1951) é uma escultora brasileira. Assina Anita Kaufm.

Filha de mãe artista, Anita Kaufmann foi estimulada desde cedo a se dedicar à criação artística. Aos quatro anos fez seu primeiro curso de livre expressão, na FAAP, onde viria a se formar em Artes Plásticas, vinte anos mais tarde, quando também inaugurou seu primeiro ateliê.

Pesquisadora incansável, suas obras são construídas a partir de materiais que vão do latão ao ferro, passando por bronze e alumínio, incluindo ainda cimento e mármore, e agora, fibra de vidro.

Desde 1972, a artista vem expondo seus trabalhos em locais como a Bienal de SP, Masp, Caixa Cultural, em galerias como a Skultura, em São Paulo, em mostras individuais de outras capitais brasileiras, e também em galerias internacionais (Nova York, Whashington, Hong Kong, Madri). Desenvolve obras especiais para empresas e premiações, entre elas a Revista Espaço D, Alcan, Dupont, Lycra, Banco Sulamerica, Avon, Basf, Citibank, Hospital Albert Einstein, Fundação Getúlio Vargas.

Ateliê

A experiência de trabalhar como ourives numa joalheira, criando desde o design até a execução final da jóia, levou a artista para ampliação de seu trabalho em escultura.

Iniciada em soldas, formas e volumes, Anita cursou a faculdade de artes plásticas da Faap, onde transferiu sua experiência com jóia para a solda elétrica em chapas. Surgiram então as esculturas em aço inoxidável e ferro. O trabalho com barro acrescentou flexibilidade, versatilidade e a possibilidade da multiplicação das peças.

Uma característica marcante da escultora é sua familiaridade com os mais diversos materiais: Ouro, Bronze, Madeira, Alumínio, Fibra de Vidro, Resina. Utiliza ainda a Laca, a Pátina, a Tinta automotiva e o Grafite.

Depoimento

“Meu trabalho explora a reconquista da liberdade! A nós é concedida a liberdade de escolher caminhos…o livre arbítrio… porém circunstancias alheias á nossa vontade, nos impede de exercê-la!”

Anita Kaufmann

Exposições:

1999 – individual ª Paulista e Pça da Sé – São Paulo -Caixa Economica
1999 – Galeria Neuhoff- N.Y. – USA
1997 – Individual Galeria Skultura – São Paulo
1995 – Galeria André – São Paulo
1994 – Arte pela paz
1992 – Coletiva Hong Kong – China
1991 – Coletiva Madrid – Espanha
1987 – Coletiva Goiânia
1985 – Individual-galeria Documenta – SP
1982 – 100 anos de escultura -MASP – SP
1976 – Individual Arte Aplicada – SP
1972 – Pré bienal – SP

Criação de prêmios e troféus:

Phillip Morris do Brasil
Ici
Union Carbide
Basf
Avon Cosméticos
Revista Espaço D
Revista Contigo
Prêmio Barão de Mauá
Ipiranga Química
Banco SulAmerica
Banco Itaú

Fonte e crédito fotográfico: http://www.anitakaufmann.net/index.php consultado pela última vez em 25 de março de 2020.

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Celebração de um caminhar

São poucos os escultores brasileiros que podem comemorar 30 anos de prática artística com uma exposição que tenha impacto e qualidade. Anita Kaufmann é uma privilegiada pelos méritos de seu trabalho e pela oportunidade de ocupar, com sua obra Personagens, em agosto e setembro de 2006, ao mesmo tempo, um espaço público, a Praça do Patriarca, e a Galeria Arte Infinita, em São Paulo.

Suas figuras, em cinza, branco e azul, preenchem o espaço pelo ato de caminhar. O que está em jogo aqui não é apenas o jogo entre as cores ou mesmo a posição desses andarilhos. O que mobiliza o observador das esculturas é a dimensão de humanidade de cada uma das peças.

Há nelas elementos humanos como o vicejar de uma vida e frios como a própria rigidez mortuária. É nessa dualidade que a poética visual da artista se instaura. Ela propicia uma reflexão sobre o quanto somos gente e o quanto viramos máquina dentro do universo citadino e, num nível mais profundo, e denso, no nosso próprio cotidiano.

Realizadas em fibra de vidro, as figuras nuas, sem braços e também sem cabeça de Anita tornam-se uma alegoria contemporânea. São a presença de uma ausência da qual compartilhamos pela nossa condição humana. O sentimento de incompletude que acompanha o homem contemporâneo se evidencia visualmente em seres que estão próximos, em termos de corpos, mas distantes em termos de idéia, já que dominantes, dominados e indiferentes integram uma mesma massa amorfa.

Imersas na multidão, seja num espaço público ou numa galeria, eles metaforizam o caminhar de uma massa que não sabe para onde vai e não tem como possuir coisa alguma. São engolidos pela cidade, pelos mercados, pela publicidade, pelo anonimato, pelo fluir de uma vida que, para muitos, perdeu o sentido.

Na Galeria, além dos caminhantes, há numerosos pares de pés. Feitos em diversos materiais, oferecem aos conjuntos de esculturas/pessoas, em fibra de vidro e resina, possibilidades. Muito mais que um recurso técnico ou demonstração de versatilidade plástica ou escultórica, trata-se da construção de uma iconografia, ou seja, a escrita de imagens de um tempo contemporâneo, em que o pensar se afasta perigosamente do fazer.

Pensar significa justamente tomar decisões, ou seja, colocar os sapatos e caminhar. As esculturas de Anita são, analogamente, uma tomada de decisão. Desde a escolha do material até a seleção das cores e, principalmente, nas posições selecionadas dos corpos em cada peça e nos conjuntos escultóricos, a artista indica uma direção do seu pensamento.

Como um todo, as esculturas apontam para a possibilidade de dar passos, ou seja, a arte tem, em si, o potencial de realizar um movimento. A ação de Anita Kaufmann de esculpir e do ser humano de caminhar são absolutamente simétricas, pois esse andar não é apenas o de ver o chão se mover abaixo de nós, mas, sim, o de sentir a nossa mente – que nos diferencia de todos os outros seres da natureza – se movimentar rumo aos mais diversos questionamentos.

O maior deles, que as esculturas de Anita propicia, é o de entender o que somos no mundo. A pergunta, eterna, reescreve-se a cada instante quando a arte chega a um formato indagador. As figuras coloridas da artista plástica atingem esse patamar e nos motivam a pensar que criar é o primeiro passo para concluir que caminhar sempre é a melhor ação a escolher.

Fonte: https://oscardambrosio.com.br/artistas/306/anita-kaufmann consultado pela última vez em 25 de março de 2020.

 

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