Descrição
Artista: Marcos Zechetto
Título: Porto de Santos
Técnica: Óleo Sobre Tela
Dimensões: 40 X 50 cm
Data: 2005
Marcos Zechetto
Biografia:
Filho de pintor, desde os 10 anos de idade teve o privilégio de acompanhar um grupo de artistas que, em paralelo aos movimentos que se desdobraram do modernismo, manteve o hábito de pintar ao ar livre a cidade e seus arredores.
A arte de Marcos Zechetto tem o grande mérito de apresentar uma visão própria de São Paulo.
Impressionista, consegue mostrar aquele lado europeu que todos sabem que a cidade de São Paulo tem, e que poucos conseguem captar, seja pelo discurso seja pela visualidade.
Por muitos anos foi membro da Associação Paulista de Belas Artes.
Recebeu diversas e importantes premiações em Exposições e Salões de Arte, e em várias edições do Salão Paulista de Belas Artes, o mais representativo da cidade, além de integrar o grupo de artistas que, convidados pela ONG Ação Ética e Cidadania mantém intercâmbio com a França.
Entre as premiações, estas são as mais significativas:
Medalhas de ouro:
26º Salão da Paisagem Paulista – Associação Paulista de Belas Artes;
5º Salão de Belas Artes – Serra Negra/SP;
1° Salão de Artes Plásticas de Barueri/SP;
19º Salão da Paisagem – Associação Paulista de Belas Artes.
Medalhas de prata:
18º Salão da Paisagem Paulista – Associação Paulista de Belas Artes;
1º Salão de Arte Sacra – Associação Paulista de Belas Artes;
53º Salão Paulista de Belas Artes;
1º Salão de Belas Artes de São Paulo.
Medalhas de bronze:
52º Salão Paulista de Belas Artes;
2º Salão da Paisagem de São Bernardo do Campo;
45º Salão Livre da Associação Paulista de Belas Artes.
Prêmio “Conselho Estadual de Cultura” – 43º Salão Paulista de Belas Artes;
Prêmio “Conselho Estadual de Cultura” – 51º Salão Paulista de Belas Artes.
Mostra Coletiva Internacional – “Espace des Cordeliers”, Poitiers/France;
“Artistes et vie Associative”, “Conseil General de la Vienne”, Poitiers/France.
Menções Honrosas:
XIX Salão A.Plásticas Benedito Calixto;
XXXVI Salão da Primavera da APBA;
XXXIV Exp.Coletiva da APBA;
II Salão do Embú;
VII Salão de A.Plásticas da AAAPPR;
IX Salão de A.Pl.de S.Paulo;
XXX S.da Primavera da APBA;
1º S.Nac./Artes Plásticas/Poá.
Texto Crítico de Oscar D’Ambrósio:
A São Paulo impressionista
A cidade de São Paulo, pela sua própria multiplicidade permite mil e um olhares artísticos. Ela se presta às visões mais díspares: desde as da arte figurativa mais conservadora até experimentações concretistas e abstracionistas que reduzem o fascínio caótico de São Paulo a uma essência de formas, manchas ou linhas.
O município é o principal assunto da arte impressionista de Carlos Marcos Gonçalves Zechetto, que assina os seus trabalhos como Marcos Zechetto. Filho do pintor José Lino Zechetto, desde os dez anos de idade, teve o privilégio de acompanhar um grupo de artistas que, em paralelo aos movimentos que se desdobraram do modernismo, na segunda metade do século XX, manteve o hábito de pintar ao ar livre a cidade e seus arredores.
Assim, Marcos conviveu com profissionais dos pincéis do porte de Giancarlo Zorlini, Mario Zanini e Omar Pellegata, entre outros. Membro da Associação Paulista de Belas Artes desde 1975, ele conseguiu diversas importantes premiações nas edições do Salão Paulista de Belas Artes de 1979, 2000, 2001 e 2002, além de integrar o grupo de artistas que, convidados pela ONG Ação Ética e Cidadania mantém, desde 2004, intercâmbio com a França.
A arte de Marcos Zechetto tem o grande mérito de apresentar uma visão própria de São Paulo. Impressionista à brasileira, consegue mostrar aquele lado europeu que todos sabem que a cidade de São Paulo tem – e que poucos conseguem captar, seja pelo discurso seja pela visualidade, tanto em fotografias como em pinturas.
Fiel a sua estética, Zechetto transporta para as suas telas paisagens urbanas selecionadas a dedo. A Catedral da Sé, a Rua São Bento, a Estação Julio Prestes, o Edifício dos Correios, a Avenida Ipiranga e o Teatro Municipal são apenas alguns dos locais escolhidos, tipicamente paulistanos como o Vale do Anhangabaú.
Esses e outros lugares são apresentados ao observador com uma técnica apurada em que o destaque está na arquitetura de São Paulo e na luminosidade da cidade. As pessoas surgem diminutas compondo os ambientes, mas são elas que demonstram principalmente a habilidade do artista de criar movimento em suas telas.
Sem essas dezenas de indivíduos nos trabalhos, a arte de Zechettto correria o risco de ser fria e distante do público. Não é o que acontece. São justamente essas pessoas que transmitem o dinâmico vai-e-vem da metrópole paulista. Cada trabalho ganha assim alma e envolve quem o contempla.
O escritor e poeta Mário de Andrade (1893-1945), em Paulicéia desvairada, já disse: “São Paulo! Comoção da minha vida…/ Galicismo a berrar nos desertos da América!”. Poucos conseguiram entender esses versos com a precisão estética de Marcos Zechetto.
A São Paulo que vemos em seus quadros tem técnica francesa, alma brasileira e o dinamismo próprio de quem conhece como poucos a metrópole paulista. Seu trabalho, nesse diálogo entre conhecimento pictórico e densa humanidade, oferece uma visão pessoal de uma cidade que fascina pela sua capacidade de mutação infinita, prédios históricos de estética européia e um respirar ofegante que apenas grandes artistas conseguem captar.
Fonte: https://oscardambrosio.com.br/artistas/711/marcos-zechetto





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